terça-feira, 10 de novembro de 2009

VOLTO EM FEVEREIRO DE 2010!


Até lá.

domingo, 8 de novembro de 2009

Filial da Rádio CBN em Aracaju


Aracaju, capital com cerca de 750 mil habitantes, não tem ainda uma filial da Rádio CBN, "a Rádio que toca notícias". As maiores capitais e cidades grandes do interior de SP e PR já têm.

A CBN é campeã de audiência em Brasília.

A importância da CBN, em que pese fazer parte do sistema Globo, é o formato dos principais programas: os âncoras conduzem debates entre personalidades, intelectuais, artistas, escritores, políticos da situação e da oposião. Os debates são esclarecedores.

Em Aracaju o que temos são programas pela manhã, regionais e locais, que carecem dessa amplitude. Mas tudo nos leva à crença de que há um controle enorme da informação por aqui. A pauta dos jornais locais passam pelos escritórios políticos, antes de serem impressos.

Salva o cenário a FM da UFS (Universidade Federal de Sergipe), com uma programação musical muito boa e retransmissão de programas da EBC (Empresa Brasil de Comunicação, que incorporou a antiga Radiobrás).

Nota. Criada em outubro de 2007, a EBC tem a missão de implantar e gerir o sistema público de comunicação previsto pelo artigo 223 da Constituição Federal, com o objetivo de tornar mais plural e democrática a radiodifusão brasileira. A empresa pública está vinculada à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

J. G. Rosa


21.12.2012


Li ótimo artigo, publicado já há dois anos, sobre a previsão Maia para 21 de dezembbro de 2012, em um site português (Ciência Hoje):

"É interessante ver que as previsões são só sobre o que se passa numa parte de um minúsculo ponto do espaço – Terra; na Ficção Científica quando se viaja no Tempo é dado a entender que não viajamos no espaço e as pessoas aparecem no mesmo sítio mas em tempos diferentes. Ambas as situações estão erradas porque se baseiam na premissa que as viagens no espaço estão estagnadas. Mas o que se passa de facto é que a Terra roda em torno de si própria, a Terra viaja pelo espaço ao redor do Sol, o Sol viaja à volta da Via Láctea, a Via Láctea por seu turno também se movimenta em direcção a outras galáxias no nosso Grupo Local, o Grupo Local também viaja.... e assim sucessivamente.

Nada está parado no espaço. Se eu viajar no tempo 1 dia que seja, e esperar não sair deste ponto, então já não me vou encontrar nesta sala, mas sim algures a flutuar no espaço! O tempo e o espaço estão interligados - quem diz que consegue ver o futuro, está não só a afirmar isso mesmo, mas está incrivelmente também a dizer que consegue ver os eventos que acontecerão num pontinho irrelevante do espaço que se encontra a muitos milhões de quilómetros de distância (no ponto do espaço onde a Terra estará no futuro).

Em 2013 voltarei a este assunto." Leia todo o artigo aqui.

sábado, 7 de novembro de 2009

Caetano Veloso e a fase anal incompleta*


do blog do Dr. Julius Sodenberg

O leitor Roberto Vinhas escreve-me pedindo que explique o comportamento do cantor Caetano Veloso. Esse leitor estava especialmente indignado com as declarações do cantor, chamando o presidente Lula de “analfabeto”, “cafona” e “grosseiro”.

Pesquisei um pouco a vida do cantor para poder responder. Para os mais jovens, que não conhecem bem o artista, ou já o conheceram em sua fase decadente, vale lembrar que ele se notabilizou pelo uso de frases de efeito que, a despeito de agredir pessoas ou grupos, chamavam para si a atenção da mídia, dando-lhe mais visibilidade. Muitos de seus críticos destacam que não é incomum que o artista solte uma de suas declarações bombásticas antes de lançar um novo trabalho. Mas, pelo que pude pesquisar, não se trata somente de um gesto calculado (ainda que este provavelmente exista). O comportamento de Caetano V. tem origens mais complexas, vindas de seu Inconsciente. Poderia dizer que ele vive o que costumo chamar de “Fase Anal Incompleta”.

Em psicanálise, a chamada fase anal é uma das fases do desenvolvimento infantil. Ocorrendo logo apos a fase oral, caracteriza-se pelo desenvolvimento do senso de ego e de poder, através do aumento da movimentação no ambiente. Ao contrário do que o senso comum pensa, a denominação dessa fase deve-se ao fato de que nesse momento a criança passa a ter progressivo controle dos esfíncteres anal e uretral. É o momento em que o bebê aos poucos abandona as fraldas. Leia mais aqui.

*Nota de Quase hai: Admiro a inventividade de Caetano Veloso. Mas com essa declaração sobre o presidente Lula o baiano exagera e erra feio. Lula é o presidente mais ovacionado, desde Vargas. Se a mídia daqui é criminosa e omite as políticas públicas em curso, a estrangeira rende elogios quase que diários ao presidente brasileiro.

Gustave Flaubert


Ele foi acusado pelo governo francês de ter escrito uma "obra execrável sob o ponto de vista moral". Mas foi absolvido pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris, em fevereiro de 1857.

Resultado de cinco anos de trabalho, seu romance de estréia, Madame Bovary, é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns críticos conservadores, Flaubert ridicularizou sua própria condição social. Mas com a sua lentidão em produzir levou mesmo um crítico a afirmar que ele "era pouco dotado para escrever"… É claro que a história fixou o nome de Flaubert, mas esqueceu o do exigente crítico.
Leia mais na Wiki.

Destaque no Financial Times


O Financial Times publicou uma entrevista em vídeo com o presidente Lula e dedicou oito páginas de reportagens especiais sobre o Brasil. Entre os destaques, a rápida recuperação econômica do país.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

The Time Tunnel


Quem não assistiu? Quem não vibrava?

Trailer:



Abertura:

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Viagem ao fundo do mar. Inesquecível!


A série Viagem ao Fundo do Mar, de Irwin Allen, animava a telinha nos anos 70.

Não consegui incorporar o vídeo. Veja aqui.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Jeremiah Johnson, de Sidney Polack


Acabei de rever. O filme vi duas vezes. Do Polack. Daqui nasceu a melhor HQ de todos os tempos: Ken Parker, de Berardi (histórias) e Milazzo (desenhos).

Saramago em Lanzarote - II


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Mentes Perigosas


Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco! Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem."Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população: aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem".Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, "inteligentes" e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade.Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.

Vocês sabiam que a cada 25 pessoas uma é psicopata?

Esse livro é de leitura obrigatória!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Saramago, em Lanzarote


sábado, 24 de outubro de 2009

Saramago surpreende locutores


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Diadorim



Sabe-se que Guimarães Rosa deixou para as páginas finais do Grande Sertão a resolução da inquietação de Riobaldo.

A descoberta (a luz), na tragédia: Diadorim era mulher (na minissérie da TV, a estonteante Bruna Lombardi). Mas morrera em combate.

Segue trecho da narrativa rosena densísssima e poeticamente bela:

"E, aquilo forte que ele sentia, ia se pegando em mim – mas não como ódio, mais em mim virando tristeza. Enquanto os dois monstros vivessem, simples Diadorim tanto não vivia. Até que
viesse a poder vingar o histórico de seu pai, ele tresvariava. Durante que estávamos assim fora de marcha em rota, tempo de descanso, em que eu mais amizade queria, Diadorim só falava
nos extremos do assunto. Matar, matar, sangue manda sangue. Assim nós dois esperávamos ali, nas cabeceiras da noite, junto em junto. Calados. Me alembro, ah. Os sapos. Sapo tirava saco
de sua voz, vozes de osga, idosas. Eu olhava para a beira do rego. A ramagem toda do agrião – o senhor conhece – às horas dá de si uma luz, nessas escuridões: folha a folha, um fosforém – agrião acende de si, feito eletricidade. E eu tinha medo. Medo em alma."

Grande Sertão


Em Brasília, na casa dos pais durante uma semana, li Rosa.

Eles vão pra cama cedo demais, às 20:30. Para não incomodá-los, eu ficava, digamos, bem quieto, lendo.

Eis uma das preciosas frases do majestoso Grande Sertão: Veredas:

"Amigo? Aí foi isso que eu entendi? Ah não; amigo, para mim, é diferente. Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou — amigo — é que a gente seja, mas sem precisar de saber o porquê é que é."

domingo, 18 de outubro de 2009

Patrícia Cornwell


Patricia Carroll Daniels, nascida a 9 de Junho de 1956, em Miami, nos Estados Unidos da América, tornou-se conhecida no mundo das letras policiais com o nome Patricia Cornwell.

Filha de uma escritora e conhecida abolicionista (Harriet Beecher Stowe), Patricia teve uma infância difícil, queixando-se de abusos por parte do pai, o que aliado a uma depressão da mãe levou a que fosse entregue aos cuidados da assistência social. Nesta altura já vivia em Montreat, na Carolina do Norte. Leia mais aqui.

Pescando


entre a sala e o céu
a janela que oculta a luz

perambula a mulher pela casa
escapole a infância

por segundos, a solidão é anestesiada:
ela se vê pescando, há verões!

sábado, 17 de outubro de 2009

O que dirá a oposição?*




*Na verdade, nada diz há muito tempo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

No Le Monde


http://www.estadao.combr/noticias/geral,le-monde-lula-inventa-universidade-do-seculo-21,450323,0.htm

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Quem tem medo de Obama?*


Quem não entende esses psicopatas da direita brasileira que fazem qualquer coisa para derrubar Lula, nem que seja ao custo de sabotar o país, deveria dar uma espiada no que a direita dos Estados Unidos vem fazendo contra Barack Obama.

Em minha opinião, ele é o Lula americano. Uma espécie de super Lula. O mesmo pragmatismo, a mesma paciência com os adversários, a mesma visão histórica.

Quando digo que Obama é uma espécie de super Lula, não é sem razão. Pode até ser difícil um operário se tornar presidente, mas um negro pacifista e progressista chegar a tal posto num país como os Estados Unidos não é só difícil, é quase impossível.

Além disso, investir no social em um país como aquele, não é fácil. Aqui no Brasil, com 70, 80 dólares por mês é possível acudir uma família que viva abaixo da linha de pobreza. Nos Estados unidos, a conta sai bem mais cara. As carências são muito menos básicas.

Como se não bastasse, os americanos estão experimentando uma descida ao inferno. E estão pouco se lixando se foi o antecessor de Obama quem armou o desastre. Quem o está administrando é o atual presidente. E como não conseguiu debelar a crise ainda, começa a ser responsabilizado pela hidrófoba direita republicana.

Percebe-se que os Estados Unidos são muito mais difíceis de governar por humanistas. A parcela majoritária da população que tem planos de saúde não quer pagar um centavo a mais de imposto para dar atendimento médico-hospitalar à minoria que não tem.

A perenidade da crise internacional e a queda progressiva do padrão de vida dos americanos estão sendo instrumentalizadas pela direita e por seus meios de comunicação, fazendo Obama ir perdendo a expressiva popularidade com que começou a governar.

As medidas em direção contrária às da era George Bush que Obama vem tomando são consideradas tímidas pela esquerda e inaceitáveis pela direita. Ou seja: ele tem apanhado dos dois lados mais extremos do espectro político, exatamente como Lula.

A concessão do Nobel da Paz ao presidente americano foi uma tentativa humanista e política de frear a queda de popularidade de um governante que tem nas mãos poderes que ninguém mais tem na face da Terra e que parece disposto a usá-los para contrariar interesses secularmente consolidados.

É por isso que apóio Obama com entusiasmo desde que disputava a indicação do partido Democrata como candidato à presidência dos Estados Unidos. Já disse e redisse várias vezes aqui, e volto a repetir: esse homem é um presente para a humanidade.

Os extremos do espectro político não entenderam nada. Pela esquerda, não vêem que enfraquecer Obama pode devolver o poder à ultra-direita, e pela direita não enxergam que, se os EUA não se relacionarem de forma mais racional com o resto do mundo, o país afundará mais do que já afundou.

O Nobel da Paz fará refletir os bem-intencionados, sendo de direita ou de esquerda. E reduzirá a força dos radicais ou dos mal-intencionados, que têm medo de Obama porque ainda não entenderam a importância dele ou porque entenderam bem até demais.

*Fonte: Blog Cidadania (de Eduardo Guimarães)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Cantando, ontem:


... e ainda, após dizer que a lua está tão bela como na Arábia em 1614 ou na Rússia em 1728, me chame e me queira por horas e horas! from web

Que venha uma mulher que seja louca por literatura, tenha os pés no chão, saiba o que é check and balances e ainda.... from web

Twitter = emitir sons melodiosos, cantar, gorjear.

sábado, 26 de setembro de 2009

O mar e o lago


Rugas no rosto moreno
Ondas no lago sereno
Vento repentino
Ares de menino

Fugas de brigas de rua
Luas e luas e luas
Repentina paz
Meu velho rapaz

O velho Mário Lago
O velho, o mar e o lago
O mar e o lago

A alma bem resolvida

A embarcação ancorada
Mar incorporado
Mares do passado
Aqui agora o presente
Lago tranquilo da mente
Paz no coração
Meu amado irmão

O velho Mário Lago
O velho, o mar e o lago
O mar e o lago

Gilberto Gil (Quanta, 1997)

Ela


Fonte se foi.
Fonte álgida que era.
Fonte n'era nada.
Fonte, ela, luz fátua:
fugaz, luz opaca em Brasília.
Turva: só.

Escritora do mês. Nísia Floresta, uma mulher bem à frente do seu tempo



Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, (Papari, atual Nísia Floresta, 12 de outubro de 1810 — Ruão, França, 24 de abril de 1885) foi uma educadora, escritora e poetisa brasileira. É considerada uma pioneira do feminismo no Brasil e foi provavelmente a primeira mulher a romper os limites entre os espaços público e privado publicando textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava. Nísia também dirigiu um colégio para moças no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos. Leia mais aqui.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A influência das pesquisas eleitorais


Por Marcelo Idiarte*

Para compreender a influência dos dados do Ibope sobre uma parcela da população (a mais significativa em números, diga-se), basta resgatar uma definição sucinta e despudorada publicada pelo coronel José Sarney em sua coluna de seu jornal O Estado do Maranhão (lá do também “seu” Estado do Maranhão – a unidade federativa), em 14/08/1994: “O maior eleitor das eleições é a pesquisa. Ela desperta a visão de qualidades dos concorrentes, provoca ondas de adesão e conduz o eleitorado indeciso a uma decisão que, pela dinâmica das coisas, tende para votar no vencedor” (crédito para este apontamento ao professor Franklin Douglas, em clique aqui).

Excetuando-se os institutos de pesquisa ligados a universidades públicas, fica muito claro que as pesquisas de intenção de voto não têm nenhum intuito de prestação de serviço à sociedade, mas sim de atendimento a interesses específicos deste ou daquele candidato e/ou deste ou daquele grupo de comunicação. O mais comum é ambas as coisas, porque – neste caso – a ligação é umbilical.

O Ibope, especialmente (mas não exclusivamente), perdeu qualquer resquício de credibilidade que pudesse ter já lá nos anos 90, em várias eleições que o instituto se propôs a mensurar do Caburaí ao Chuí, nacionais, estaduais e municipais. Não pode ser levado a sério, ao mesmo tempo em que não pode ser ignorado, no sentido dos prejuízos que é capaz de trazer à espontaneidade do voto.

*Fonte: Blog de Luis Nassif

sábado, 19 de setembro de 2009

Ainda Toffoli


Comentário certeiro de um leitor do blog de Luis Nassif:

"O problema de Toffoli não continua a ser o notório saber jurídico. Celso de Mello, quando escolhido, trabalhava como assistente do gabinete civil e era um simples promotor de justiça, não tendo nenhuma pós-graduação ou qualquer destaque nacional como Jurista, se é o que imaginam ser notável saber jurídico. E o decano do Supremo é chamado de 'impecável' pelo próprio Luís Nassif. Por esse prisma, alguém que ocupa o cargo de Advogado-Geral da União, com atuação destacada (economizou 500 bilhões de reais para a União desde a assunção da função) tem muito mais relevo jurídico para a função judicante do que um acadêmico cheio de títulos e sem qualquer atuação profissional. Logo, como eu já mencionei antes, os requisitos são preenchidos conforme a discricionariedade de quem nomeia e de quem aprova. Não há fórmula para se aferir 'notável saber'. A própria ilibada reputação só se pode concluir absolutamente em casos negativos, ou seja, condenações criminais transitadas em julgado. Toffoli não sofreu nenhuma. É, portanto, presumidamente inocente. Sob pena de, em contrário, qualquer ação penal movida contra Ministro do STF passar a ter o condão de obrigá-lo ao afastamento, eis que os requisitos são para nomeação e devem continuar existindo durante o exercício do cargo."

E a Veja ataca de novo


A revista Veja, hoje de péssima qualidade (leia aqui), ataca o nome indicado por Lula para ocupar uma vaga no STF.

Ninguém precisa ser aprovado em concurso de juiz para ter notório saber jurídico. Aliás, juízes e promotores prestam concurso para tabelião e jamais são aprovados. A discussao é mesmo política.

Conheço colegas preparadíssimos, que se esforçam há anos, e não são aprovados no concurso de juiz do DF, por exemplo.

Aliás, segundo comentam vários candidatos, as provas orais para tais concursos são uma janela para indicações de parentes e filhos de amigos de autoridades. Precisavam de reformulação, controle, regras, como a possibilidade de gravação da inquirição, para eventual ulterior recurso.


Em seu blog, Luis Nassif analisa o assunto:

O caso Toffoli e foro privilegiado

Clique aqui para um conjunto de matérias sobre a condenação de Toffoli no Amapá.

A própria leitura das matérias mostra uma enorme armação do juiz de Primeira Instância.
O escritório de Toffoli é acusado de ter participado de um processo licitatório “eivado de irregularidades”. Em 2001 seu escritório foi contratado para acompanhar processo contra o governador do Estado em Brasília. Leia mais aqui.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A pesquisa do Vox Populi


18/08/2009 - 20:37

A pesquisa do Vox Populi

Do Jornal da Band

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o primeiro colocado na disputa pela Presidência, com 30% das intenções de voto, seguido pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 21%, de acordo com pesquisa Band/Vox Populi. Ciro Gomes (PSB) aparece em terceiro, com 17%. E Heloisa Helena, (PSOL), tem 12%.

Em um segundo cenário, sem Ciro, Serra se mantém na liderança com 36%. Dilma tem 24%, e Heloisa Helena, 16%.

Trocando o candidato tucano, Dilma assumiria o primeiro lugar, com 25% das intenções de voto. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), seria o segundo com 21%, seguido por Heloisa Helena, com 18%.

Em um cenário com Aécio e Ciro, Dilma aparece com 21%, em um empate técnico com Ciro, que tem 20%. Outros 17% dos entrevistados preferem Aécio, e 12%, Heloísa Helena.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais. Dois mil eleitores foram ouvidos em 24 Estados, entre os dias 31 de julho e 4 de agosto. Nesse período, a senadora Marina Silva (PT-AC) não havia indicado o desejo de concorrer. Ela cogita trocar o PT pelo PV para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até o momento apenas uma pesquisa levou em consideração o nome de Marina, na qual ela teve 3% das intenções de voto.

Deda: O tapetão eleitoral


18/08/2009 - 17:58

O tapetão eleitoral

Por Marcelo Déda

Nassif:

Não pretendia me pronunciar, deixando aos meus advogados essa tarefa, mas, admirador do seu blog, fui lendo os comentários e julguei importante emitir algumas considerações e passar algumas informações que podem esclarecer melhor os fatos. É o que faço a seguir:

1. A acusação que me fazem decorre de atos de inauguração de obras e serviços da PREFEITURA (atente bem para o detalhe), durante o mês de MARÇO, aniversário da cidade (tradição antiga), quando eu AINDA ESTAVA NO EXERCÍCIO PLENO DO CARGO DE PREFEITO (guardem mais esse detalhe). Tudo aconteceu antes que eu fosse registrado candidato pelo PT e aceito pelos demais partidos da coligação.

2. Não sou acusado de compra de voto. Não me atribuem nenhum ato, durante o processo eleitoral propriamente dito, que só iniciou em JULHO.

Não me acusam sequer de ter pregado um cartaz na parede de uma igreja!

3. Ação igual foi proposta no TRE-Sergipe e rejeitada por unanimidade pelo Tribunal. O Ministério Público, mesmo vencido, não recorreu.

4. O autor era o PAN que foi incorporado ao PTB. Intimado a demonstrar seu interesse em prosseguir a ação “sob pena de arquivamento” o PTB disse que não queria prosseguir com a ação por uma simples razão: foi parte da minha coligação em 2006, não poderia, pois, requerer contra o seu próprio candidato…

5. Aí o processo assumiu feições kafkianas: sem autor, ao invés de arquivá-lo decidiu-se ouvir o Ministério Público Eleitoral que resolveu assumi-lo e ontem emitiu o parecer propondo a minha cassação. Antes o ex-governador João Alves(DEM) peticionara para o processo prosseguir.

6. Vejam bem: sou acusado de em MARÇO, quando era prefeito, de ter inaugurado obras e os atos de inaugurações terem influenciado o resultado do pleito em OUTUBRO. Entretanto há uma “pequena” omissão: não se fala no parecer do MP que o meu adversário ERA O GOVERNADOR QUE ESTAVA NO EXERCÍCIO, ISTO É NO PLENO DOMÍNIO DA MÁQUINA DO ESTADO!! Ora, se alguém poderia abusar do poder, era o meu adversário da coligação DEM/PSDB que o detinha durante o pleito (e abusou, como provam as ações propostas pelo MP em Sergipe, infelizmente paradas no TRE).Eu disputei sem exercer nenhum cargo. Como poderiam festas cívicas do aniversário de Aracaju, ou inaugurações festivas, como tradicionalmente se faz aqui, realizadas em março terem tanta força, a ponto de, em outubro, configurarem abuso contra um candidato que disputou reeleição no cargo?

7. Venci a eleição, me perdoem o tom repetitivo, contra o candidato que estava no governo, por 52 % dos votos válidos. Venci legal e legitimamente porque Sergipe queria mudar, derrotar as elites e eleger o primeiro governador de um partido de esquerda na sua história. O último governador de centro-esquerda foi Seixas Dória, em 1962, deposto pelo Golpe de 1964. Espero que o país não veja a reedição, em pleno regime democrático, das cenas que traumatizaram a política sergipana há 45 anos atrás. Espero que a voz das urnas seja respeitada. Venci legal e legitimamente. Confio que a Justiça do meu país reconhecerá a legalidade do meu Diploma que certifica a vontade majoritária dos sergipanos.

Marcelo Déda

Fonte: Blog do Nassif

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mais de Wenders!


domingo, 9 de agosto de 2009

Alarido e fio da meada...*


Só vou perturbar-me com o alarido quando começo a compreendê-lo: vem de tempos antigos; vem de frestas nas janelas dos dias, dos meses e dos anos; perpassa decerto são-joões, carnavais, natais sem presentes e adorações ao Senhor dos Aflitos, no Cantinho, vilarejo que acolhe o povo no dia 2 de julho com danças, música de sanfonas luminosas, litros de cachaça, centenas de botes de vela na Igrejinha e quilos de poeira do barro vermelho, apesar dos carros-pipa derramarem com profusão a boa água do rio Grande na praça; vem a barulheira, a murmuração (começo a conhecer a zoada) de velhos espelhos partidos, de penteadeiras de ébano; vem de enciclopédias; vem, como a imaginação de Dom Quixote, transfigurada nas peripécias dele e do fiel escudeiro, de tomos antiqüíssimos, habitados por cavaleiros e armaduras; vem do quadro do avô, de longas orelhas; vem do armário e das compoteiras de caju; vem do piano que tocava na igreja, roubando-me o sono durante a missa, dando-me por vezes regozijo pela harmonia das notas, pela clareza das ressonâncias, pelo eco que provocava pelos corredores do colégio Padre Vieira quando (eu me lembrando do piano) ele lembrava-me o poder musical, o brilho meticuloso, o cheiro farto do verniz; e era como um pós-eco a voz de Nezinho — distante primo que caiu nas garras da paralisia infantil* — a tocar os sinos da Catedral — nos corredores do colégio, quando ressoava, quando dele eu me lembrava: o eco perdido do piano tocado a dedos primorosos pelo homem que não fora padre mas quisera ter sido, ou, muito antes, até não mais podê-lo, pela fina professora d. Iazinha, íntima de centenas de partituras, professora serelepe do ginásio onde os estudantes-meninos, puro hormônio, viam fogo na voz da senhora professora amante da música, fogo de curiosidade infinita, sede de saber, ânsia de novas chuvas (que a chuva trazia, ao menos para o poeta noviço, um absurdo contentamento, uma enxurrada de esperança e amor por tudo e todos, e aquela vontade de avançar o alpendre-tarde lendo a história da viagem de Marco Polo ao Oriente).

* Andava arrastando os joelhos no calçamento da rua, da casa dele até a Igreja, que felizmente não era longe: distava uns cinqüenta metros no máximo.

domingo, 2 de agosto de 2009

Setembro


Até setembro, vou escrever e postar bem menos.

Augusto dos Anjos*


6 fev Acyr

Augusto dos Anjos

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos. Nasceu em Cruz do Espírito Santo no dia 20 de abril de 1884. Faleceu em Leopoldina no dia 12 de novembro de 1914.

Foi um poeta brasileiro, identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano.
Mas muitos críticos, como o poeta Ferreira Gullar, concordam em situá-lo como pré-moderno.

É conhecido como um dos poetas mais críticos do seu tempo, e até hoje sua obra é admirada tanto por leigos como por críticos literários.

Leia mais em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_dos_Anjos

----------

6 fev Acyr

A Árvore da Serra

— As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho...
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!

— Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pos almas nos cedros... no junquilho...
Esta árvore, meu pai, possui minh'alma! ....

— Disse — e ajoelhou-se, numa rogativa:
«Não mate a árvore, pai, para que eu viva!»
E quando a árvore, olhando a pátria serra,

Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra!

6 fev Acyr

A esmola de Dulce

Ao Alfredo A.

E todo o dia eu vou como um perdido
De dor, por entre a dolorosa estrada,
Pedir a Dulce, a minha bem amada,
A esmola dum carinho apetecido.

E ela fita-me, o olhar enlanguescido,
E eu balbucio trêmula balada:
- Senhora, dai-me u’a esmola - e estertorada
A minha voz soluça num gemido.

Morre-me a voz, e eu gemo o último harpejo,
Estendo à Dulce a mão, a fé perdida,
E dos lábios de Dulce cai um beijo.

Depois, como este beijo me consola!
Bendita seja a Dulce! A minha vida
Estava unicamente nessa esmola.

6 fev Acyr

A Esperança

A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença.
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.

Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?

Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro - avança!

E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da morte a me bradar: descansa!

6 fev Acyr


A Dança da Psiquê

A dança dos encéfalos acesos
Começa. A carne é fogo. A alma arde. A espaços
As cabeças, as mãos, os pés e os braços
Tombara, cedendo à ação de ignotos pesos!

É então que a vaga dos instintos presos
— Mãe de esterilidades e cansaços —
Atira os pensamentos mais devassos
Contra os ossos cranianos indefesos.

Subitamente a cerebral coréa
Pára. O cosmos sintético da Idéa
Surge. Emoções extraordinárias sinto...

Arranco do meu crânio as nebulosas.
E acho um feixe de forças prodigiosas
Sustentando dois monstros: a alma e o instinto!

6 fev Acyr


A Floresta

Em vão com o mundo da floresta privas!...
- Todas as hermenêuticas sondagens,
Ante o hieróglifo e o enigma das folhagens,
São absolutamente negativas!

Araucárias, traçando arcos de ogivas,
Bracejamentos de álamos selvagens,
Como um convite para estranhas viagens,
Tornam todas as almas pensativas!

Há uma força vencida nesse mundo!
Todo o organismo florestal profundo
É dor viva, trancada num disfarce...

Vivem só, nele, os elementos broncos,
- As ambições que se fizeram troncos,
Porque nunca puderam realizar-se!

6 fev Acyr

A Fome e o Amor

A um monstro

Fome! E, na ânsia voraz que, ávida, aumenta,
Receando outras mandíbulas a esbangem,
Os dentes antropófagos que rangem,
Antes da refeição sanguinolenta!

Amor! E a satiríasis sedenta,
Rugindo, enquanto as almas se confrangem,
Todas as danações sexuais que abrangem
A apolínica besta famulenta!

Ambos assim, tragando a ambiência vasta,
No desembestamento que os arrasta,
Superexcitadíssimos, os dois

Representam, no ardor dos seus assomos
A alegoria do que outrora fomos
E a imagem bronca do que inda hoje sois!

6 fev Acyr


A Idéia

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica

6 fev Acyr


A Lágrima

- Faça-me o obséquio de trazer reunidos
Cloreto de sódio, água e albumina...
Ah! Basta isto, porque isto é que origina
A lágrima de todos os vencidos!

-"A farmacologia e a medicina
Com a relatividade dos sentidos
Desconhecem os mil desconhecidos
Segredos dessa secreção divina"

- O farmacêutico me obtemperou. -
Vem-me então à lembrança o pai Yoyô
Na ânsia física da última eficácia...

E logo a lágrima em meus olhos cai.
Ah! Vale mais lembrar-me eu de meu Pai
Do que todas as drogas da farmácia!

6 fev Acyr


A Louca

A Dias Paredes

Quando ela passa: - a veste desgrenhada,
O cabelo revolto em desalinho,
No seu olhar feroz eu adivinho
O mistério da dor que a traz penada.

Moça, tão moça e já desventurada;
Da desdita ferida pelo espinho,
Vai morta em vida assim pelo caminho,
No sudário de mágoa sepultada.

Eu sei a sua história. - Em seu passado
Houve um drama d’amor misterioso
- O segredo d’um peito torturado -

E hoje, para guardar a mágoa oculta,
Canta, soluça - coração saudoso,
Chora, gargalha, a desgraçada estulta.

------------------------------------

* De uma comunidade literária no Orkut.

sábado, 1 de agosto de 2009

L2 - Livros & leituras*


Sérgio de Sá
sergio.sa@terra.com.br

“Os prêmios literários são parte do fenômeno multiplex da promoção de livros dos dias de hoje”
J.M. Coetzee (1940), escritor sul-africano

Verdades literárias
Ruy Baron/Divulgação

Luiz Vilela escreveu que a obra tem força, invenção e beleza. Disse mais: merece “chegar às mãos de todos os que amam a boa literatura”. Flávio Carneiro ressaltou a inovação no trato da forma curta. A estreia do jornalista Sergio Leo (foto) na ficção vem referendada pelo primeiro lugar no Prêmio Sesc de Literatura 2008, que tem revelado novos e bons escritores a partir da leitura cuidadosa de um júri qualificado. O livro de contos Mentiras do Rio será lançado na próxima terça-feira, 4 de agosto, a partir das 20h, na Livraria Cultura (CasaPark). São 12 histórias alinhavadas por ilustrações de Rubem Grilo. O título não esconde: Sergio nasceu no Rio de Janeiro. Mas vive em Brasília, onde atualmente é repórter especial e colunista do jornal Valor Econômico. Ele também mantém um interessante blog: verdeatblogs.org/sergioleo.

Em inglês

O prêmio Man Booker – bastante importante no mundo de língua inglesa – anunciou na última terça sua “lista longa” com 13 títulos. O páreo está acirrado: ninguém menos que J.M. Coetzee (Prêmio Nobel de 2003; na frase do alto da coluna de hoje) e também A.S. Byatt, Colm Tóibín, Hillary Mantel e Sarah Waters, entre outros menos conhecidos por aqui. Coetzee concorre pelo romance Summertime, que ainda nem chegou às livrarias internacionais. Sairá quando entrar em setembro, assim que o verão europeu estiver se despedindo.

Um dos romances finalistas, Heliopolis, de James Scudamore, situa a narrativa numa cidade futurística brasileira. Diz o resumo apresentado pela editora Random House: “Nascido numa favela de São Paulo, Ludo passa por uma notável transformação. Comandado por forças além do seu controle, ele primeiro deixa e depois retorna para a imensa cidade onde nasceu – mas no lado oposto da divisão social”. O mote está dado: pobres versus ricos. O autor, de 33 anos, viveu parte da infância no Brasil.

Importância da literatura

Circula por e-mail o convite e está no endereço www.brasilliterario.org.br a possibilidade de adesão ao Manifesto por um Brasil Literário, de autoria do escritor Bartolomeu Campos de Queirós. A ideia foi lançada durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). “O documento pretende ampliar o debate em torno da importância da leitura de livros de literatura, acolher propostas e engajar o maior número de pessoas em torno desta causa.” Por enquanto, mil assinaturas.

Em Sampa

O Prêmio São Paulo de Literatura anuncia seus dois vencedores (Melhor Livro do Ano de 2008 e Melhor Livro de Autor Estreante do Ano de 2008) na próxima terça-feira. O vencedor de cada categoria leva R$ 200 mil. É o maior prêmio literário individual dado no país. Concorreram inicialmente 217 romances de 75 editoras e 13 autores independentes. Os finalistas são 20, entre estreantes e autores, digamos, mais manjados.

Em cena

Atenção, leitoras e leitores. A literatura sobe ao palco duas vezes este fim de semana. No CCBB, últimos dois dias para ver Beth Goulart em Simplesmente eu. Clarice Lispector. Na Caixa, o diretor Felipe Hirsch recria a obra de Dalton Trevisan em Educação sentimental do vampiro. Se o monólogo dirigido e estrelado por Goulart fez a estreia na cidade (com sucesso), o espetáculo da Sutil Companhia de Teatro chega carregado de prêmios. Clarice e Dalton, quem diria, desfiam suas angústias e tormentos bancados por instituições financeiras públicas.

Clarice também chegou de novo ao cinema (não nos esquecemos de A hora da estrela) com a adaptação do livro de entrevistas De corpo inteiro. No elenco, a própria Beth Goulart e ainda Letícia Spiller, Louise Cardoso e Aracy Balabanian. A direção é de Nicole Algranti.

Historiador

Leio no Radar Libros, do jornal argentino Página 12, que o filho do escritor mexicano Juan Rulfo (1917-1986), Juan Francisco, surpreendeu a audiência do 53º Congresso Internacional de Americanistas, na Cidade do México, ao revelar que o pai se interessava mesmo era por história: “Na sua biblioteca pessoal (composta por nada menos do que 15 mil livros), figuram exemplares que foram relevantes para ele; cada vez que nela entro, me encontro com um silêncio que avassala e um conhecimento inalcançável. Mas a maioria são livros de história: 3,5 mil, quer dizer, 25% do total da biblioteca”. Juan Rulfo escreveu dois livros de ficção que abalaram as estruturas (históricas) da literatura latino-americana: Pedro Paramo e Chão em chamas.

Agenda

Lourenço Dutra lança Taxímetro sentimental e Um dia de praia em Goiânia (ambos LGE), na próxima quinta-feira, 6 de agosto, a partir das 19h30, no T-Bone (312 Norte).

*Fonte: Pensar - Correio Braziliense, 01.08.09

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Rastos no vento





Tracce nel Vento (Rastos no Vento), pesquisa de Giancarlo Berardi e ilustrações de Ivo Milazzo, são as palavras e escritos dos índios da América. Essa seção foi publicada na primeira série de Ken Parker (jun/1977-mai/1984) e republicada na KP Raccolta (jun/1984-jan/1986) e KP Serie Oro (mai/1989-ago/1994).
Foram apenas 18 inserções, mas que deixaram saudades nos fãs de Rifle Comprido, pela simplicidade (e profundidade) de um código moral considerado primitivo.
Os versos da série Rastos no Vento eram publicados nas segundas-capas de Ken Parker, em preto e branco. São espécies de quase hais dos povos indígenas dos EUA, valendo-me do neologismo que ousei inventar.
São puro néctar. Que publicarei aqui, semanalmente uma pérola a mais, toda sexta-feira, colorizada por um artista goiano, amante dos quadrinhos! (Ficou fantástico o trabalho dele!).

(Com auxílio de informações do blog Ken Parker.)

Fonte da imagem: Blog Ken Parker, colorizado por Alexandre Mastrella, ilustrador, dono de estúdio de animação em Catalão, interior de Goiás.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Um pouco de Kerouac


"(...) o que me importava? Eu era um jovem escritor e tudo o que eu queria era cair fora".

"(...) prometi seguir na mesma direção tão logo a primavera desabrochasse e os campos de cobrissem de flores".

"Quando ele ria todo mundo ria junto".

"(...) porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos 'aaaaaaah!'. Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?"

"Eu estava curtindo uma temporada fantástica e o mundo inteiro abria-se à minha frente porque eu não tinha sonhos."

"Qual é a sua estrada, homem? - a estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a estrada dos peixes, qualquer estrada... Há sempre uma estrada em qualquer lugar, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Como, onde, por quê?"

"Uns são filhos da puta, outros não, e isso é tudo"

(Jack Kerouac, On The Road)

domingo, 26 de julho de 2009

Os que escreveram


Kafka judeu em Praga.
Borges cego na periferia erma de Buenos Aires.
Quasímodo: Hermes contra o metálico fascismo.

Gogol tecendo luzes n'almas densas.

Dickens a descrever o triste olhar de Oliver Twist.

Hansen grita a fome tal como Münch ecoara a dor - o grito.
Além: Grimm e Andersen
que Lobato conheceu por vírgulas

Cá: Rosa resvalando garças em várzeas sob pontes
Ou vôos de só graça dessas aves.

Clarice assustada com o russo dos subterrâneos e da remição
Advogada sem lei. Deusa-anjo de Wenders.
Leitora densa de de Virginia Woolf.

Cecília e o mito do estar só em contemplação de nada.
Implodindo Sartre.

Osman Raduan Hatoum Antônio Torres e Torres Filho:
Tantos e outros nem nomes sem cara mas folhas.

Versão de 28/10/2005

Quase hais literários


a.

“procuravam os grãos os pássaros e eram
improvisadamente de neve”, gritou quasimodo

b.

e quando a amnésia contaminou a todos da aldeia
foi que aureliano buendia teve a idéia descomunal

c.

utz? e que mais cê fez, chatwin ?
pouco... apenas uivei do alto da serra
louvo e apaixonado pelos poemas do rimbaud

d.

rosa, que rosa? flor?
não, o rosa, não a rosa.
sim, o das veredas tuas....?
qual? antes o da filosofança o das palavras-cais

e.

sim, sim, féodor fora também um subversivo.
qual? antes o maior perito em almas humanas
de que se tem notícia.
é? bom... mas jogador, não é?
ele também um humano, um karamazov

f.

em suma, vim e vejo o surto de riso dessas moçoilas em flor
cadê o tal do tempo redescoberto
perdido nalguma esquina de swann
ou à espera de albertina
em sodoma se acha ou evade para gomorra?

g.

e eis que larga a aurora
o sol tórrido na tez do homem só
só salinger só pound só o homem

Ken Parker, por Milazzo


Infância, por Proust


Conservava em mim velhas fantasias, datadas da infância, e nelas todas a ternura que havia em meu coração.

Marcel Proust

Rilke no Orkut


04/06/07 - José

Os Sonetos a Orfeu

Château de Muzot, fevereiro de 1922


04/06/07 - José

Rosa - rainha, para os de outrora
eras um cálice singelo e desfrutável.
Para nós, porém, flor da aurora,
és fonte, manancial inesgotável.

Vestes sob o manto ricos mantos,
criatura que só brilho apresenta;
tuas pétalas nuas, no entanto,
tanto evitam quanto negam a vestimenta.

Há séculos te sinto vibrar
em nós com os nomes mais doces;
de súbito, glorioso, paira no ar.

Não sabemos nomeá-lo. Adivinhação.
Cada lembrança é como se fosse
uma prece em hora de devoção.

Rainer Maria Rilke

07/06/07 - José

Em que jardins floridos, tratados com boa mão,
em que árvores e flores, despidas com ternura,
matura a estranha fruta da consolação?
Que pura a achaste no chão de tua penúria.

Com a perfeita proporção do fruto
tu ficas às vezes muito admirado.
A doçura, o sumo sob a pele de veludo,
que por verme ou ave avoada jamais foi tocado.

Há árvores que são adotadas por anjos,
regidas por jardineiros em esmerados arranjos,
são férteis, nos servem, mas não são de ninguém.

Nós, com sombras e ardis, nunca iremos além.
Pois se maturamos cedo murchamos depois
e jamais perturbaremos a paz desses verões.

Rainer Maria Rilke

14/10/07 - José

Bela bailarina - trasformas em dança
o gesto efêmero, árvore de movimento.
O grad-finale, em turbilhão, alcança
toda vibração do ano, num só momento.

Não florescem para que tal vibração
cercasse o seu cume silente? Soberana,
não foi ela o calor, o sol, o verão,
o calor imenso que de ti emana?

Mas tua árvore de êxtase também gera vida.
Não seus serenos frutos: o residente vaso,
e o pote listrado da forma definida?

E nas imagens: um desenho que não se turva?
Esta que tua escura sobrancelha, no caso,
rabisca nas curvas da própia curva?

Rainer Maria Rilke

16 abr - ♪Letícia

Mesmo que o mundo mude velozmente,
como nuvens num mosaico,
tudo o que é perfeito tende
de volta ao arcaico.

Sobre a mudança e o andar,
ampla e livre, inda perdura
tua voz que vibra no ar,
ó Deus da lira pura!

Nem a dor aqui se encerra,
nem do amor sabemos a sorte;
nem o temor do exílio da morte,

nada disso está desvendado.
Somente o canto da terra
será santo e celebrado.

Rainer Maria Rilke

12 mai - ♪Letícia

Respirar-te inteiro - poema aceso!
Pedaço do mundo, sempre em seguro
equilíbrio mesmo. Contrapeso,
no qual, com ritmo perduro.

Onda única em cujo mar,
moroso e sereno, fui transformado;
tu, o mais raso dos mares, meu lugar:
espaço por fim conquistado.

Quantos pontos deste espaço estiveram assim
dentro de mim? Algumas brisas
e ventos são como filhos para mim.
Conheces-me, ar, ainda pleno de melodia?
Tu, pura casca outrora lisa,
curvatura e folha de minha poesia.

Rainer Maria Rilke

Blusa fátua


Costurarei calças pretas
com o veludo da minha garganta
e uma blusa amarela com três metros de poente.
pela Niévski do mundo, como criança grande,
andarei, donjuan, com ar de dândi.

Que a terra gema em sua mole indolência:
"Não viole o verde de as minhas primaveras!"
Mostrando os dentes, rirei ao sol com insolência:
"No asfalto liso hei de rolar as rimas veras!"

Não sei se é porque o céu é azul celeste
e a terra, amante, me estende as mãos ardentes
que eu faço versos alegres como marionetes
e afiados e precisos como palitar dentes!

Fêmeas, gamadas em minha carne, e esta
garota que me olha com amor de gêmea,
cubram-me de sorrisos, que eu, poeta,
com flores os bordarei na blusa cor de gema!

Vladimir Maiakovski

Beleza, em Feodor Mikhailovitch


Pergunta que fiz na comunidade Mikhail BAKHTIN, que criei para discutir a obra do genial crítico literário russo:

Qual a verdadeira extensão do conceito de Beleza, em Dostoievski?

"...a preocupação de Dostoievski em afirmar o primado da beleza sobre todas as coisas, em afirmar a necessidade absoluta de sua existência; ela é fonte do amor, é o alimento da alma, é o elo de ligação com a eternidade. [...] Na sua dialética existencial Dostoievski transpõe ao tempo, volta ao passado e leva-nos ao ponto mais alto do monte onde o espírito das trevas propunha ao Cristo a transformação das pedras em pães. (este aspecto está mto presente no capítulo de O grande Inquisidor de IK). É a luta entre o demônio e o ideal de beleza que o Cristo levava em Si mesmo e Seu Verbo."
(Hamilton Nogueira)

A beleza na figura do Idiota:
"Ela permanece misteriosa, ela vibra em outro som, um som que parece vir como antes do pecado, ou talvez mais justamente um som da eternidade apocalíptica, que canta a beleza escatológica do mundo resgatado, enquanto o passado, "a vida anterior" com seu sofrimento e seu mal, faz sentir o seu calafrio" (Romano Guardiani)

Para mim, FMD fala da Beleza transcendental, imanente a toda criatura que se libertou do Pecado (original ou temporal) - e compreenda-se que Pecado em Dosoievski é tudo aquilo que se distancia do Bem. Então, a Beleza aproxima o Homem do Criador, e expele e purga o indivíduo de tudo quanto possa desvirtuar o sentido de sua existência.

Faces, no blog O Hermeneuta



Denúncia do blog Cidadania


No blog Cidadania, de Eduardo Guimarães, do Movimento dos sem Mídia, ontem:

"Denúncia:

Fonte que tenho dentro do jornal Folha de São Paulo acaba de me informar de que está sendo preparada pesquisa forjada mostrando queda da popularidade de Lula e de Dilma."

sábado, 25 de julho de 2009

Sobre Collor


Do site da Carta Capital:

Não é que o episódio vá abrilhantar o currículo do presidente Lula. Longe disso. Mas cabe uma pergunta aos jornais, revistas e emissoras de tevê que trataram como escandalosa a confraternização do petista com o neoaliado Fernando Collor de Melo: quem foi mesmo que, em 1989, se valeu de todo e qualquer expediente, inclusive o da edição farsesca de um debate televisivo, para eleger o “Caçador de Marajás” contra o “Sapo Barbudo”?

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Carta ao Vice-Presidente José Alencar


E-mail que enviei há pouco ao Vice-Pesidente da República, um homem extraordinário:

Aracaju, 24 de julho de 2009.

"Pela fé, a nada renuncio; pelo contrário, tudo recebo, e, o que é mais notável, no sentido atribuído àquele que possui tanta fé como um grão de mostarda, porque então poderá transportar montanhas. É necessária uma coragem puramente humana para renunciar a toda a temporalidade a fim de ganhar a eternidade; mas pelo menos conquisto-a e não posso, uma vez na eternidade, renunciar a ela sem contradição." (Kierkegaard, Søren Aabye, Temor e Tremor)

Excelentíssimo Senhor Vice-Presidente da República Federativa do Brasil
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA,

Acabei de assistir ao enésimo vídeo na internet sobre Vossa Excelência, na cruzada pessoal pela vida.

A honrada luta de Vossa Excelência é um exemplo sem precedentes para todos os brasileiros, de todos os rincões, de todas as classes sociais, de todos os credos, de todas as cores. A luta, todavia, não é mais solitária. Todos os brasileiros hoje caminhamos com nosso Vice-Presidente, com este Senador da República íntegro, este cidadão mineiro e brasileiro em quem aprendemos a depositar elevada estima.

Vossa Excelência entra para a história não mais somente como o homem que ajudou o Presidente Lula a alcançar a Presidência da República e transformar este País, para melhor - feito este já, em si, grandiosíssimo! -, mas, agora, também, como um político notável e um irmão brasileiro combativo, extremamente lúcido e dono de invejável senso de humor!

Que Deus o abençoe e o proteja, sempre!

Saúde e Paz!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Coração Vagabundo


terça-feira, 21 de julho de 2009

Le Figaro e a guerra mídia x Lula


Por Pablo Simpson

Caro Nassif,

Saiu um texto sobre Lula no Figaro, jornal mais da direita francesa. Nele, o diagnóstico sobre nossa imprensa (os conflitos com o governo, a perda de credibilidade e de tiragem, etc) embora curto, é preciso. Envio-o em tradução que fiz rápido.

A fonte está aqui: clique aqui.

Lula, novo editorialista dos jornais brasileiros,

Lamia Oualalou - Figaro 20/07/2009

Os rumores mais disparatados correm sobre o futuro de Luiz Ignácio Lula da Silva. O presidente brasileiro, que goza de uma popularidade de mais de 80% em seu país, não pode se reapresentar às eleições em outubro de 2010. No Brasil, os eleitos não permanecem no posto mais de dois mandatos consecutivos. Diplomatas asseguram que ele estará à frente do Banco Mundial, tornando-se o primeiro não-americano a ocupar o posto. Outros já resolveram: ele será o próximo secretário geral da Organização das Nações Unidas, uma vez que não é certo que o coreano Ban Ki-moon se reengaje num segundo mandato. Enquanto isso, Lula abraçou uma carreira paralela, a de "super-editorialista" da imprensa popular brasileira.

Desde 7 de julho, o ex-trabalhador metalúrgico responde, cada terça-feira, a três questões de leitores sobre a gestão do país ou as condições de vida. Em torno de 115 jornais populares pediram para serem associados à operação. Distribuídos por 85 cidades, eles encaminham as questões de seus leitores e põem no papel as respostas como quiserem. Mas o texto final deve ser publicado integralmente, sem retoques. O título da coluna é igualmente imposto: "O Presidente responde".

No último artigo publicado, João Paulo Passos, de 27 anos, interpela o chefe de Estado quanto à alta da carga tributária. Lula responde alternando pedagogia e paternalismo. Explica que a carga fiscal brasileira é "muito inferior a de países como a Bélgica, a Suécia e a Dinamarca, admirados pelos benefícios sociais que concedem". Conclui que "os impostos servem para financiar os programas que geram o crescimento, o emprego e a inclusão social".

O primeiro mandato de Lula (2003-2007) foi marcado pelas relações bem delicadas com os grandes jornais do país. A maioria deles adotou a causa da oposição carente de líderes, notadamente às vésperas da eleição de 2006. Sem jeito, Lula evitava o quanto podia dar entrevistas e coletivas de imprensa. "Isso mudou no segundo mandato, Lula fala, mas se concentra na imprensa popular e regional", explica seu ministro da Comunicação, Franklin Martins.

Essa escolha parte da constatação de que a "grande imprensa" está em queda livre. Seus principais expoentes, o Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo e O Globo no Rio de Janeiro perderam, respectivamente, 16,93%, 10,84% e 7,75% da tiragem entre abril de 2008 e 2009. A Folha, que vendia 430.000 exemplares em 2000, distribui hoje menos de 290.000. "Esses jornais circulam cada vez menos no seio de uma elite bastante reduzida", analisa Venício Lima, professor de comunicação na Universidade de Brasília.

Os jornais populares e regionais vão, em contrapartida, de vento em popa. Aproveitam-se da alta dos salários e do nível de educação registrado nesses últimos anos. Mesmo nas mãos de caciques pouco favoráveis ao governo, levam à frente sua política e suas declarações, pois Lula faz vender papel. Para Israel Bayma, consultor da Câmara dos Deputados em Brasília, o alcance dessa mudança de rumo permanece no entanto limitado : "Na televisão e na rádio, Lula não fez nada para atacar os monopólios. Quantas pessoas lêem jornais nesse país?" Reconhece, contudo, que a medida deverá beneficiar Dilma Roussef, a herdeira de Lula. "Isso vai lhe permitir fazê-la conhecida dos movimentos sociais em todo o país", continua. Os leitores ainda não perguntaram nada sobre isso.

Fonte: Blog do Luis Nassif